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UnirG – Universidade de Gurupi
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02 de abril: data marca conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista


02 de Abril de 2025



Ser autista e também estudar Comunicação poderia parecer difícil para algumas pessoas mas, para a jovem Hadassa Raquel de Oliveira, as dificuldades oriundas do Transtorno do Espectro Autista (TEA) não foram empecilhos para que desistisse de ter uma profissão.

“Sempre quis fazer um curso de nível superior e decidi pelo Jornalismo justamente para provar para mim mesma que sou mais do que os estereótipos do autismo, que consigo trabalhar nessa área, apesar das minhas dificuldades em comunicação”, explica a acadêmica do 2º período de Jornalismo, da Universidade de Gurupi – UnirG.  

Um dos desafios enfrentados pelas pessoas autistas, os déficits persistentes na comunicação e interação social em vários contextos, está expresso no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). A publicação da Associação Americana de Psiquiatria ou APA (American Psychiatric Association) é adotada por profissionais de saúde em todo o mundo para diagnósticos de diferentes quadros que envolvem saúde mental.

Mas, para muito além do que diz o diagnóstico, Hadassa encara a sua experiência de universitária, como crescimento. “É um desafio pessoal e também uma forma de mostrar que pessoas autistas podem estar em qualquer lugar, inclusive em profissões que, à primeira vista, podem parecer distantes da nossa realidade”, disse.

Em sua jornada diária, a jovem também ressalta adversidades. “Elas ocorrem principalmente pela sobrecarga sensorial e ao cansaço mental em ambientes com muitas interações sociais. Além disso, a necessidade de lidar com prazos e mudanças repentinas pode ser um pouco desgastante. No entanto, tenho aprendido a adaptar minha rotina e encontrar estratégias que me ajudem a ter um bom desempenho acadêmico, como organização antecipada das tarefas e momentos de descanso para evitar a exaustão”, pontua.

Segundo ela, a inclusão de pessoas autistas ainda é um processo em construção. “Muitas vezes, falta compreensão sobre as necessidades específicas de cada aluno, e os ambientes acadêmicos nem sempre são acessíveis em termos sensoriais e sociais”, ressalta.

Atendee

Para apoiar e contribuir com os acadêmicos diagnosticados com TEA ou com alguma outra deficiência ou dificuldade educacional, a Universidade de Gurupi – UnirG dispõe do Atendimento Educacional Especializado (Atendee).

“Já no ato da matrícula na Universidade, o acadêmico ou familiar pode apresentar o laudo médico informando a existência de alguma deficiência ou quadro que necessite de apoio. O estudante também pode procurar o serviço espontaneamente a qualquer momento. O objetivo do Atendee é ser um programa institucional que acompanha o andamento psicopedagógico do aluno no decorrer de sua formação na UnirG”, explica a professora Gisela Guardalupe, coordenadora do Atendee. Atualmente, seis estudantes diagnosticados com TEA são atendidos nos campi Gurupi e Paraíso do Tocantins.

Para cada estudante é elaborado o Plano Educacional Individualizado (PEI), construído a partir das necessidades individuais de cada aluno. “O documento contém todas as necessidades educacionais necessárias ao bom andamento do aprendizado do acadêmico. Ele é assinado pela equipe, pelo acadêmico ou familiar, e é encaminhado à coordenação do curso, que por sua vez reencaminha aos professores para que os mesmos realizem as orientações constantes do plano”, detalha Guardalupe.

Para ela, o desafio da inclusão é diário. “Nosso objetivo é manter esses acadêmicos ativos, motivados e adequadamente tratados e avaliados na instituição, de modo a não ferir as normas institucionais e, ao mesmo tempo, que eles sejam atendidos conforme as necessidades que apresentem”, finalizou a professora.






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