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31 de Março de 2025
O estágio é a porta de acesso para a vida profissional, levando o acadêmico ao primeiro contato com o mercado de trabalho. Nas diversas áreas de atuação ofertadas pela Universidade de Gurupi – UnirG, os alunos vivenciam a experiência dessa fase com aprendizado e dedicação.
O primeiro dia de estágio nunca é esquecido, ele marca o início da transição entre a teoria e a prática na trajetória acadêmica. A fisioterapeuta Leila Vieira Alves, egressa da UnirG, atua há 17 anos na área. Em Gurupi, ela atende em duas clínicas e relembra a importância do primeiro estágio. “Fiquei muito emocionada no meu primeiro dia de estágio, pois foi o momento em que percebi que poderia ajudar o próximo por meio das minhas mãos e conhecimentos”, relatou Leila.
A profissional descreveu seu primeiro atendimento. “Meu primeiro paciente foi na fisioterapia neurológica, ele tinha poucos movimentos e comunicação visual. Durante esse período que o atendi, tive a certeza que havia escolhido a profissão certa. Ele estava determinado a ficar bom e eu pude contribuir com a melhora dele”, disse a fisioterapeuta, relembrando que a empatia é essencial, pois permite a atenção, a escuta e o carinho. Leila iniciou a prática no estágio domiciliar supervisionada por professores. O curso dispõe, também, da Clínica Escola de Fisioterapia, dentre outros campos de prática.
Para a estudante do 7º período de Pedagogia, Joana Fernandes, o estágio obrigatório tem sido uma experiência transformadora. “Desde o início percebi que vai muito além de cumprir horas. Cada dia que vivencio no estágio, vejo que estou construindo bases para a minha carreira como pedagoga. É uma oportunidade de aplicar meus conhecimentos teóricos adquiridos nas aulas. Com as situações reais posso aprimorar minhas habilidades e desenvolver uma visão mais prática da minha profissão”.
A acadêmica relatou ainda que as interações com alunos e professores são fundamentais por permitirem trocas de experiências, observação de abordagens e metodologias, além de vivenciar o dia a dia da escola. “Esses aprendizados são muito valiosos e não podemos encontrá-los em livro, apenas a prática do estágio nos permite superar desafios e interagir, tornando essa experiência um diferencial para minha trajetória profissional. Ao desenvolver essas habilidades, consigo construir autoconfiança e adquirir os conhecimentos essenciais para uma carreira de sucesso”, assegurou a aluna.
O estudante do 6º período de Educação Física, Stenio Borges de Souza, também se dedica ao estágio por saber que é uma fase decisiva na graduação. “O estágio é essencial para a formação acadêmica, pois contribui de forma direta, alinhando a teoria com a prática. Além disso, ajuda a aperfeiçoar as atividades que são desenvolvidas ao longo do curso. Desde meu primeiro dia fui bem acolhido, com muitos aprendizados. Esses ensinamentos são importantes no desenvolvimento de habilidades e capacitam-me de diversas formas para atuar em muitas áreas”, frisou o acadêmico.
Na imagem, ele aparece na hidroginástica do Programa de Atividades Físicas e Esportivas (Proafe).
Do estágio na UnirG para o TSE
A egressa do curso de Direito, Jândria Santos, foi diplomada pela UnirG há 25 anos. Atualmente é servidora do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, lotada no gabinete da ministra Isabel Gallotti. Concursada pela Justiça Eleitoral, a profissional produz minutas dos relatórios de votos e acórdãos. “É uma prática específica sobre decisão em um tribunal superior, focada na matéria eleitoral. Todavia, se em algum momento eu queira ativar a minha OAB, tenho confiança de que minha advocacia será muito segura e com muitos resultados positivos. Sinto-me realizada no Direito e reconheço a base que a UnirG me proporcionou no treino prático. Quando surge um desafio já estou convicta que tenho uma base e esse é o propósito de estagiar. Sou preparada para exercer minha função por causa desses meus primeiros contatos e pela segurança que os professores nos passavam”, relatou.
Jândria Santos é, também, palestrante e defensora de temas judiciais voltados para a inclusão e diversidade, mulher em situação de violência, direitos eleitorais, constitucionais, administrativos, dentre outros. Ela relembra que logo nas primeiras aulas na UnirG, teve acesso ao Fórum de Gurupi, onde começou a observar os processos jurídicos reais.
“Fiz o meu estágio, no antigo Escritório Modelo de Direito que atualmente é o Núcleo de Práticas Jurídicas – NPJ. Na época, não existia internet e nem tínhamos tanto acesso às informações, apenas os livros físicos e as experiências dos professores. Quando iniciei o primeiro semestre o nosso núcleo atuava prioritariamente na Vara de Família. Os atendimentos que nos fizeram ganhar confiança na atuação profissional, foram nos processos de família”, relembrou.
“A minha primeira ação foi de pensão alimentícia, em que o pai estava com pagamento em atraso e o pedido da mãe do menor já era de prisão. Os professores foram incríveis porque eles nos davam liberdade de atuação, apenas quando tínhamos necessidades da intervenção deles que os consultávamos. Fizemos o recebimento dos documentos e comprovação do atraso da pensão. Em seguida, entramos em contato com ele e o trouxemos para o atendimento, conseguimos o acordo que resultou no depósito do atrasado. Com isso, fizemos a peça do acordo”, disse a egressa.
Jândria Santos descreveu também o desfecho do atendimento. “Fizemos o acordo, a peça e na mesma tarde conseguimos protocolar. Fiquei tão entusiasmada com forma prática de fazer a advocacia acontecer que quis acompanhar de perto todo o trâmite. A decisão da juíza saiu em poucos dias, tudo ocorreu em menos de uma semana. Isso, devido ao Judiciário considerar a seriedade da assistência jurídica a pessoas necessitadas e a resposta foi rápida, considerando a nossa base de aprendizes. Isso me deu um alicerce tão forte, que até hoje, com 25 anos de jornada tenho a base adquirida como força muito grande e propulsora em cada desafio na minha profissão”, finalizou.